.Marmitex da Cleia

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leo artes

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eleições.

eleicoes_Brasil
Devemos respeitar os líderes e sistemas políticos mesmo acreditando que são ímpios e corruptos? Podemos orar pelos líderes da nossa nação mesmo se não gostarmos deles?
Ao abrir os olhos à realidade que nos circunda, percebemos que os males da nossa história continuam colocando em conflito, a paz dos homens, que hoje, motivada por uma severa crise social, econômica, política e cultural, só se acentuam. Frente a estas situações, temos muitas vezes o ímpeto de nos tornarmos revolucionários ou ir, num sentido contrário, ao isolamento radical.
O que podemos fazer a respeito?
Paulo ensinava que a oração pode transformar nossas vidas e até os nossos governos. “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:1-4).
Portanto, a motivação do cristão de orar pelos líderes da nação se fundamenta nesta disposição tridimensional: A de orarmos pelo próprio bem-estar, para que “…vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito”. Pela segurança e salvação dos outros e, finalmente, porque isto é de agrado do nosso Deus, que deseja ver todos salvos e com pleno conhecimento da verdade.
Estas três dimensões se interligam com a ordenança de amarmos a Deus com tudo o que somos e amar ao próximo como a nós mesmos; não há como separar estas três manifestações do amor. É um todo indissolúvel.
A oração é uma posição diante de Deus que pode ser vista de muitos ângulos. O apóstolo Paulo descreve no texto bíblico antes citado, uma atitude de súplica, de oração, intercessão e ação de graça.
Mesmo os nossos líderes não sendo bons ou vivendo num sistema que, totalmente afastado de Deus, apela constantemente contra os valores construídos pelo cristianismo, devemos suplicar, orar e interceder para que Deus faça Sua obra em todos e por todos; para que vivamos em paz.
A promessa do Senhor é que Ele nos ouve quando oramos, pois a Bíblia afirma: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1 João 5:14).
Com as eleições tão próximas no mês de outubro vindouro, muitas dúvidas se levantam, alguns temores também. O desafio principal é orar pela paz dos homens, para que todos experimentem o conhecimento da Sua verdade e vivam a salvação dada por Deus por meio de Jesus. Conhecer, por conseguinte, a vontade de Deus é fundamental e, para conhecê-la, é preciso se aprofundar em sua Palavra, conhecer o caráter de Deus, justiça e amor.
Que outubro seja um convite à oração e à intimidade com a Palavra do Senhor, para que Ele nos guie nesta importante decisão.
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domingo, 7 de setembro de 2014

Mais dele, menos de mim

Ministérios RBC



Leitura: Filipenses 3:1-11 

Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor… —Filipenses 3:8

Ao pastorear uma igreja no início do meu ministério, minha filha Lívia me perguntou: “Pai, nós somos famosos?”. Ao que repliquei: “Não, Lívia, não somos famosos.” Ela pensou por um momento, e disse com bastante indignação: “Bem, se mais pessoas nos conhecessem, seríamos famosos!”
Pobre Lívia! Com 7 anos apenas e já lutando com aquilo que muitos de nós enfrentamos ao longo da vida: se alguém nos reconhece e se estamos recebendo o reconhecimento que pensamos merecer?
Nosso desejo de reconhecimento não seria um problema, se não fosse a tendência de substituir Jesus como o centro da nossa atenção. Mas o fato de nos ocuparmos apenas com o nosso eu, tira o Senhor de cena.
A vida não pode girar ao nosso redor e ao redor de Jesus ao mesmo tempo. Isto torna estrategicamente importante a declaração de Paulo de que ele considerava “…tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus…” (Filipenses 3:8). Diante da escolha entre ele mesmo e Jesus, o apóstolo descartou intencionalmente as coisas que chamariam sua atenção a sua própria pessoa para poder se concentrar em conhecer e experienciar Jesus (vv.7,8,10).
Para nós, a decisão é a mesma. Viveremos para chamar a atenção a nós mesmos? Ou nos concentraremos no privilégio de conhecer e experimentar Jesus com maior intimidade?
—JMS
As nossas escolhas honram a Deus ou a nós mesmos?

Por que amamos a vida?


Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Muitos seres proclamam com frequência seu amor à vida, exaltando seu apego a ela nos momentos em que pressentem achar-se próximos ao final de seus dias. Porém, vejamos: sabem esses seres por que e para que amam a vida? São conscientes desse amor? São fiéis a ele? Como é esse amor: sincero, verdadeiro ou falso? Eis aí uma oportuna e conveniente reflexão prévia que fará compreender melhor o alcance deste ensinamento.
O fato de ninguém pensar nisso não impede que possamos fazê-lo nós, dando lugar, assim, a que possam pensar mais atinadamente os que ainda não o fizeram. Se, perante cada ser que valorize em algo o conceito da vida, nós nos apresentássemos com esta tríplice interrogação: “Para que você quer a vida: para reiterar o uso que fez dela, como no passado?; para reiterar o que está fazendo?; para o que fará?”, não se deterá, por acaso, para refletir com sensatez sobre o problema? Mais de um, ante sua própria consciência, não exclamará: “Que tenho feito de minha vida! Um acúmulo de misérias, cuja recordação, como as cascas de ovo, nada contém”? Que perspectivas se abrirão depois a seu futuro? Outras, talvez, que não sejam as de repetir o que foi feito no passado? Eis aí a questão.
As vidas dos que pensam, dos que se esforçam e se sacrificam pelo bem geralnos dão com eloquência a resposta
Para aqueles que carecem de um sadio conceito da vida, pouco importam as reflexões anteriores. “Queremos a vida para nos divertir”, dirão a si mesmos; “para gozar dos prazeres, da embriaguez ou da opulência, se até aí chegarmos. O resto não importa, não interessa.” Diante de semelhante quadro psicológico, comum a tantos seres, que fala com muita eloquência sobre o estado espiritual de uma grande parte da humanidade, não caberia perguntar se a criatura humana foi criada para empregar sua vida assim, dessa forma? Sua existência não encerrará uma finalidade superior? Não terá sido feita para que reproduza em si mesma os traços superiores de sua espécie, que a farão semelhante a seu próprio Criador? É possível admitir que a vida de um homem deva permanecer tão desprovida de valores? Não terá que conter elementos mais ponderáveis que seus meros apetites materiais?
As vidas dos que pensam, dos que se esforçam e se sacrificam pelo bem geral nos dão com eloquência a resposta. Por conseguinte, devemos pensar que aqueles, cedo ou tarde, compreenderão seu erro e se emendarão. Enquanto isso, o caminho se encontra aberto aos que desejam fazer de suas vidas um paraíso de felicidade.

Trechos extraídos do livro Diálogos, p. 202http://www.logosofia.org.br/artigos/por-que-amamos-a-vida/94.aspx